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21 de fevereiro de 2020

ONDE ESTÁ CRISTO OU DEUS

''...Sempre houve homens que trouxeram a divina mensagem da presença de Deus e da
irrealidade do mal: Buda, na Índia, Lao-Tsé, na China, Jesus de Nazaré.
Estes, e muitos outros, trouxeram a Luz da Verdade aos homens, e os homens sempre tomaram os mensageiros como se fossem a Luz, sem perceber que aqueles que pensavam ser alguém "exterior" eram a Luz da Verdade dentro de sua própria consciência.


Na adoração de Jesus, os homens perderam o Cristo. Na sua devoção a Jesus, não perceberam
o Cristo; procurando o bem através de Jesus, não encontraram o Cristo onipresente em sua própria
consciência.

Em todos os casos, o mensageiro que apareceu aos homens foi a vinda do Cristo à consciência
individual, e quando isto for compreendido o homem terá alcançado a libertação do conceito de
"pessoa" e de limitação pessoal.


Jesus disse "... se eu não for, o Consolador não virá até vós". Isso não ficou bastante claro,
para que todos compreendessem? Se não pudermos ver além do sentido pessoal de salvação, de
mediação e guia, nunca encontraremos a grande Luz dentro de nossa própria consciência.
A iluminação espiritual não vem de uma pessoa, mas do Cristo impessoal, da Verdade
universal, da consciência iluminada do nosso Eu.

A iluminação espiritual dispersa a visão do "eu pessoal" com seus problemas, doenças, idades
e erros. Revela o Eu verdadeiro, o Eu que Eu Sou, ilimitado, irrestrito, sem problemas, harmonioso
e livre.
Este Eu em nós nos será revelado quando nos recolhermos dentro de nós mesmos diariamente e aprendermos a "ouvir" e a observar. Assim, em vez de ficarmos ansiosos sobre o trabalho do dia, ou sobre os eventos futuros, deixemos que a Alma, ou Espírito divino, vá à nossa frente aplanando e preparando o caminho, e deixemos que esta influência divina permaneça à nossa retaguarda, salvaguardando cada passo das ilusões dos sentidos...''


trecho do livro O Caminho Infinito de Joel Goldsmith




20 de fevereiro de 2020

VOCÊ E EU SOMOS ILUMINADOS?

''...Todo aumento de nossa compreensão espiritual representa mais luz para nós, que expulsa as
trevas dos sentidos.

Este fluxo de iluminação continuará até que tenhamos compreendido por inteiro
que a nossa verdadeira identidade é a "luz do mundo". 

Sem a iluminação, lutamos contra as forças do mundo, trabalhamos para viver, nos esforçamos para manter nossa posição e competimos por riquezas e honrarias. Muitas vezes lutamos contra nossos amigos, para acabarmos percebendo que lutamos contra nós mesmos. Não há segurança nas posses materiais, mesmo que tenhamos vencido a luta pela sua obtenção.

A iluminação espiritual começa a nos ser concedida quando da primeira busca da Verdade de
nossa parte. Acreditamos estar procurando o bem e a Verdade; contudo, foi a luz que começou a
brilhar em nossa consciência e nos impeliu a dar aqueles primeiros passos.

A iluminação nos traz primeiro a paz, e depois a confiança e a segurança; isto nos dá repouso
das contendas do mundo, e então todo o bem flui para nós pela Graça. Podemos agora perceber que
não vivemos pelo que ganhamos ou conquistamos; vivemos, sim, pela Graça.

Tudo que temos é dádiva de Deus; nós não ganhamos o nosso bem, pois que já o possuímos.

"Filho, tu estás sempre comigo, e tudo que tenho é teu."

Os prazeres e os sucessos do mundo nada são se comparados com as alegrias e os tesouros
que se desdobram diante de nós pela consciência espiritual. À luz da Verdade, os maiores triunfos e
felicidades mundanas são como nada, diante dos tesouros da Alma e sua imensa glória, insondável e
desconhecida pelos sentidos.

Possuindo a Luz divina dentro de si, ganha o homem sua liberdade do mundo, e a segurança
contra todos os perigos terrestres e humanos. Nosso momento histórico tem amedrontado e
assustado a muitos. Os espiritualmente iluminados reconhecerão que nenhum bem aparece ou
desaparece, que a atividade espiritual tem por natureza a realização, e que, como a sua iluminação
lhes revelou a verdade dos fatos, eles estão ancorados à Alma, à consciência divina, à paz espiritual,
à segurança e à serenidade.

Não mais temeremos as mudanças das condições exteriores, que não passam do reflexo da
totalidade interior. Com a certeza de que somos consciência espiritual individual, embora infinita, e
que incorpora todo o bem, não mais precisamos levar em consideração aquilo que os sentidos nos
mostram...''


trecho do livro O Caminho do Infinito de Joel Goldsmith, pág 21



NTD: Sempre que se refere à Deus, refere-se ao nosso Deus interior e/ou Eu Superior

18 de fevereiro de 2020

A VERDADE É SIMPLES

A Verdade é simples.
Não há verdade metafísica profunda ou misteriosa.


Ou é verdade ou não é verdade;
e não pode haver verdade profunda ou superficial nem pode haver diversos graus de
verdade.

Para a verdade ser verdade, deve ser verdade absoluta.

Ocupamo-nos agora com a verdade de que nós individualizamos o poder infinito. Não devemos procurar um poder fora ou separado de nós mesmos. Nós individualizamos o poder infinito na medida de nossa conscientização da Verdade.

Quando nos deparamos com pessoas ou circunstâncias que têm aparência de mortalidade,
devemos reconhecer: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo", e aquilo que nos aparece como mortal
é ilusão, é nada. Não temos de temer nenhuma circunstância mortal ou material, uma vez que
reconhecemos sua nulidade.

A Vida, que é Deus, é nossa vida. Há apenas uma Vida, e esta é a vida de todos os seres, de
todos os indivíduos. Nós individualizamos esta vida eterna, e não há menos Deus em alguns seres
do que em outros. E esta vida, em todos, é sem doença e imortal. Nossa consciência desta verdade é
a influência curadora dentro de nós.

Existe apenas uma Consciência, Deus. Em nós se individualiza esta Consciência onipotente e
onisciente; por isso, nossa consciência é o socorro sempre presente em qualquer circunstância. Por
esta razão não oramos ou buscamos a um Ser longínquo, mas percebemos a onipresença da divina
Consciência como nossa consciência, e deixamos que o aparente problema se vá. A percepção desta
verdade nos confirma na consciência da presença da Vida, da Verdade, de Deus. A compreensão da
unidade da Consciência como a nossa consciência, da Vida como a nossa vida, é a Verdade eterna.

O próximo passo no desenvolvimento é a descoberta de que, como individualização da
Consciência, nós incorporamos em nossa própria consciência nosso corpo, nossos negócios e nosso
lar. Podemos comprovar nosso domínio sobre o tempo, o clima, a renda, a saúde e o corpo apenas
na medida em que sabemos serem idéias da consciência que somos.

O lar, o trabalho e o corpo são idéias nossas, sujeitas à nossa compreensão, e a conscientização desta verdade nos confere o domínio.
Isto não nos exalta como seres humanos nem nos torna divinos: isto varre de nós a
natureza humana e revela nossa divindade.

Podemos medir nosso desenvolvimento espiritual observando se estamos, ou não, tentando
melhorar uma condição física. Temos de lembrar que a vida orgânica do homem, do animal ou da
planta não é a Vida, Deus, e sim conceitos humanos e limitados da Vida real; assim, qualquer
tentativa de curar, mudar ou corrigir o universo físico é uma evidência de que não temos
desenvolvido o suficiente a consciência espiritual.

A Cristo-consciência reconhece que toda a vida é Deus — mas percebe que aquilo que nos
aparece como visão ou som materiais não é a Vida, mas mera ilusão ou um falso sentido de
existência. A consciência espiritual distingue a vida que é real.

Já que não podemos resolver um problema em seu próprio nível, temos de subir além das
aparências para trazer às claras a harmonia do ser. Aquilo que recai sob os cinco sentidos não é a
realidade das coisas; assim não podemos julgá-las neste nível.
Deixando de lado as aparências,
damos as costas ao quadro que se apresenta aos nossos sentidos e começamos a ter consciência da
Realidade — daquilo que é eterno.


Joel S. Goldsmith
(trecho do livro O Caminho Infinito)




NDT: Sempre que se refere à Deus, refere-se ao nosso Deus interior e/ou Eu Superior

22 de janeiro de 2020

PESSOA E DOENÇA FICAM FORA DAS MEDITAÇÕES DE CURA ESPIRITUAL.

Tão logo você entenda a natureza impessoal da ilusão, você começará a curar espiritualmente, já que “esquecer o paciente” é o primeiro pré-requisito para este trabalho. Enquanto retiver na mente um “paciente”, a cura não se dará. Enquanto mantiver na mente o nome de alguma pessoa, a cura não se manifestará, pelo menos espiritualmente. Talvez mentalmente, ou pela força de vontade, o paciente possa ser curado; mas, tal benefício pouco diferiria do resultado obtido pela ingestão de um comprimido.
Para curar espiritualmente, instantaneamente afaste de seu pensamento a pessoa que lhe solicitou ajuda: nome, identidade e problema. Isto porque nem a pessoa é o problema nem sua doença particular é o problema. O problema é a crença universal em alguém apartado de Deus, em uma atividade apartada de Deus, em uma lei apartada de Deus. É com esta crença que você realmente estará lidando.
Quando alguém de nome Sue Jones chega até você e diz: “Estou doente”, cabe-lhe deixar Sue Jones de lado para perceber: “Não! Isto não é pessoa! Isto é a mente carnal. Mas a mente carnal não é mente verdadeira. A mente carnal não é sustentada por nenhuma lei espiritual: não tem substância, não tem causa, não tem realidade”.
Sem pensar na pessoa ou em seu suposto problema específico, você fará manifestar a cura em virtude do reconhecimento de o problema ser, em si, puro nada. O problema é a mente carnal, a crença em dois poderes. Você não irá lidar com algum “ele ou “ela”, nem tampouco com algum problema pessoal: estará lidando com a mente carnal, que tenta convencê-lo de haver vida separada e apartada de Deus. Disse o Mestre: “Quem de vós me convence de pecado?” Assim, quem poderá convencê-lo de que há pessoa ou condição apartada de Deus?

Com os olhos finitos, você pode ver masculino e feminino, jovem e idoso . Porém, ao longo de meus anos nesta prática, aprendi a não olhar muito as pessoas, e sim através delas, de modo que, frequentemente, nem chego a perceber quem é que está diante de mim, e nem porquê. Isso faz com que a identidade da pessoa desapareça de meu pensamento, pois não é a pessoa ou seu problema particular que despertam interesse, exceto que o caso apresentado se torna mais uma oportunidade  para ser revelado que Deus é a única “identidade” presente, e que inexistem leis outras, senão as de Deus. Enquanto eu deixar de ver alguém que tenha me procurado como doente a ser curado, pecador a ser reformado, ou desempregado a arrumar emprego, estarei na base segura como curador espiritual. Por outro lado, se considerar, em minha consciência, um doente a ser curado, um pecador a ser reformado, um pobre a ser tornado ficar rico, ou um desempregado a conseguir emprego, estarei de volta ao nível do sonho mortal, sem capacidade de prestar qualquer auxílio à pessoa, e sem poder trazer qualquer benefício ao mundo. Meu auxílio somente se dá à medida que eu consiga impersonalizar a situação toda.

Há chamados que têm a ver com pessoas de oitenta ou noventa anos de idade. Alguns de vocês estão vivendo próximos àqueles que traduzem estes números como velhice. Não se deixe convencer dessa crença também. Esta sugestão é atingida da mesma forma com que a saúde e a força do corpo e da mente são preservadas: pela não aceitação de que alguém esteja necessitado de cura, regeneração ou suprimento. Seu papel será reconhecer o “Eu” como sendo a única identidade.


“A minha glória não será dada a outro”. 


Se você diz que Deus não dá a Sua glória à doença, pecado ou escassez, onde estas crenças conseguiriam qualquer glória, se Deus é infinito? Elas não têm nenhuma glória, nenhuma lei, nenhuma beleza, nenhuma continuidade, pois, se estas crenças não recebem de Deus essas qualidades, significa que elas não as estão recebendo de lugar algum!


Ao sentar-se para o exercício da prática de cura, tudo de que você necessita é da habilidade de permanecer quieto em comunhão com Seu Pai interior, percebendo que a Graça de Deus é infinita. Você não precisa de qualquer poder. Não estará curando algo ou alguém. É uma ilusão acreditar na existência de algo ou alguém que devesse ser curado.


Curar espiritualmente significa provar que pecado, doença e morte não são poder; assim, nenhum poder é necessário para vencê-los. Quando falamos de Deus como Poder único, não pense nisso como algum poder que você devesse utilizar. Pense nEle como o Poder que criou o Universo, e que o mantém e sustém. Permita que Ele assim o faça, enquanto comunga com esse poder.

É como se você estivesse quietamente sentado, conversando com sua mãe. Você não necessitaria de poder algum. Deus é o único Poder, e Deus criou este Universo através do “Eu”. Deus o mantém e o sustém; assim, você não precisa de nenhum poder: necessita somente da habilidade de comungar com seu Eu interior, e de se sentir em paz com Ele. E poderá constatar que Deus está mantendo e sustentando a Sua Criação sem qualquer tipo de ajuda, sua ou minha.



JOEL GOLDSMITH