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28 de julho de 2024

Oração para cura

"Pai Celestial, derrama Tua cura sobre mim e sobre aqueles que amo. Restaura-nos física, emocional e espiritualmente. Que Teu toque curador traga alívio e renovação. Ajuda-nos a confiar em Tua vontade e a encontrar força em Tua presença. Concede-nos a paz de saber que Tu és o grande Médico e que todas as coisas estão em Tuas mãos.

 Amém."

22 de novembro de 2023

A cura pelo poder ilimitado de Deus

   Há três tipos de doença: física, mental e espiritual. A doença física ocorre devido às diferentes formas de condições tóxicas, processos infecciosos e acidentes. A doença mental é causada pelo medo, preocupação, raiva e outros distúrbios emocionais. A doença espiritual deve-se à ignorância do homem
sobre sua verdadeira relação com Deus.
   A ignorância é o mal supremo. Quando a eliminamos, também eliminamos as causas de todos os distúrbios físicos, mentais e espirituais.
   Tentar vencer os vários tipos de sofrimento pelo poder limitado dos métodos materiais de cura muitas vezes acaba em frustração. Somente no poder ilimitado dos métodos espirituais pode o homem encontrar a cura permanente para as "des-ordens" do corpo, da mente e da alma. Devemos procurar em
Deus esse poder infinito de cura.
   Os médicos procuram conhecer as causas das doenças e eliminá-las, para que as enfermidades não retornem. Geralmente, são muito hábeis no emprego de determinados métodos materiais de cura. Entretanto, nem todas as doenças reagem aos métodos e à cirurgia; nisso reside a principal limitação desses métodos.
   As duas causas básicas das enfermidades são a subatividade e a superatividade do prana, energia vital que estrutura e sustenta o corpo.
   Quando o equilíbrio natural e harmonioso das energias sutis é restaurado, o equilíbrio atômico das
células físicas por elas sustentadas também se restabelece; nesse caso, a cura é perfeita e muitas vezes instantânea. Enquanto a vitalidade se mantiver equilibrada pelo modo de viver correto, dieta apropriada e meditação com pranayama ( técnicas de controle da energia vital), a energia vital do próprio
corpo "eletrocutará" a doença antes que ela possa se desenvolver.


Trechos retirados do livro "A Cura", de Paramahansa Yogananda

18 de fevereiro de 2020

A VERDADE É SIMPLES

A Verdade é simples.
Não há verdade metafísica profunda ou misteriosa.


Ou é verdade ou não é verdade;
e não pode haver verdade profunda ou superficial nem pode haver diversos graus de
verdade.

Para a verdade ser verdade, deve ser verdade absoluta.

Ocupamo-nos agora com a verdade de que nós individualizamos o poder infinito. Não devemos procurar um poder fora ou separado de nós mesmos. Nós individualizamos o poder infinito na medida de nossa conscientização da Verdade.

Quando nos deparamos com pessoas ou circunstâncias que têm aparência de mortalidade,
devemos reconhecer: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo", e aquilo que nos aparece como mortal
é ilusão, é nada. Não temos de temer nenhuma circunstância mortal ou material, uma vez que
reconhecemos sua nulidade.

A Vida, que é Deus, é nossa vida. Há apenas uma Vida, e esta é a vida de todos os seres, de
todos os indivíduos. Nós individualizamos esta vida eterna, e não há menos Deus em alguns seres
do que em outros. E esta vida, em todos, é sem doença e imortal. Nossa consciência desta verdade é
a influência curadora dentro de nós.

Existe apenas uma Consciência, Deus. Em nós se individualiza esta Consciência onipotente e
onisciente; por isso, nossa consciência é o socorro sempre presente em qualquer circunstância. Por
esta razão não oramos ou buscamos a um Ser longínquo, mas percebemos a onipresença da divina
Consciência como nossa consciência, e deixamos que o aparente problema se vá. A percepção desta
verdade nos confirma na consciência da presença da Vida, da Verdade, de Deus. A compreensão da
unidade da Consciência como a nossa consciência, da Vida como a nossa vida, é a Verdade eterna.

O próximo passo no desenvolvimento é a descoberta de que, como individualização da
Consciência, nós incorporamos em nossa própria consciência nosso corpo, nossos negócios e nosso
lar. Podemos comprovar nosso domínio sobre o tempo, o clima, a renda, a saúde e o corpo apenas
na medida em que sabemos serem idéias da consciência que somos.

O lar, o trabalho e o corpo são idéias nossas, sujeitas à nossa compreensão, e a conscientização desta verdade nos confere o domínio.
Isto não nos exalta como seres humanos nem nos torna divinos: isto varre de nós a
natureza humana e revela nossa divindade.

Podemos medir nosso desenvolvimento espiritual observando se estamos, ou não, tentando
melhorar uma condição física. Temos de lembrar que a vida orgânica do homem, do animal ou da
planta não é a Vida, Deus, e sim conceitos humanos e limitados da Vida real; assim, qualquer
tentativa de curar, mudar ou corrigir o universo físico é uma evidência de que não temos
desenvolvido o suficiente a consciência espiritual.

A Cristo-consciência reconhece que toda a vida é Deus — mas percebe que aquilo que nos
aparece como visão ou som materiais não é a Vida, mas mera ilusão ou um falso sentido de
existência. A consciência espiritual distingue a vida que é real.

Já que não podemos resolver um problema em seu próprio nível, temos de subir além das
aparências para trazer às claras a harmonia do ser. Aquilo que recai sob os cinco sentidos não é a
realidade das coisas; assim não podemos julgá-las neste nível.
Deixando de lado as aparências,
damos as costas ao quadro que se apresenta aos nossos sentidos e começamos a ter consciência da
Realidade — daquilo que é eterno.


Joel S. Goldsmith
(trecho do livro O Caminho Infinito)




NDT: Sempre que se refere à Deus, refere-se ao nosso Deus interior e/ou Eu Superior

22 de janeiro de 2020

PESSOA E DOENÇA FICAM FORA DAS MEDITAÇÕES DE CURA ESPIRITUAL.

Tão logo você entenda a natureza impessoal da ilusão, você começará a curar espiritualmente, já que “esquecer o paciente” é o primeiro pré-requisito para este trabalho. Enquanto retiver na mente um “paciente”, a cura não se dará. Enquanto mantiver na mente o nome de alguma pessoa, a cura não se manifestará, pelo menos espiritualmente. Talvez mentalmente, ou pela força de vontade, o paciente possa ser curado; mas, tal benefício pouco diferiria do resultado obtido pela ingestão de um comprimido.
Para curar espiritualmente, instantaneamente afaste de seu pensamento a pessoa que lhe solicitou ajuda: nome, identidade e problema. Isto porque nem a pessoa é o problema nem sua doença particular é o problema. O problema é a crença universal em alguém apartado de Deus, em uma atividade apartada de Deus, em uma lei apartada de Deus. É com esta crença que você realmente estará lidando.
Quando alguém de nome Sue Jones chega até você e diz: “Estou doente”, cabe-lhe deixar Sue Jones de lado para perceber: “Não! Isto não é pessoa! Isto é a mente carnal. Mas a mente carnal não é mente verdadeira. A mente carnal não é sustentada por nenhuma lei espiritual: não tem substância, não tem causa, não tem realidade”.
Sem pensar na pessoa ou em seu suposto problema específico, você fará manifestar a cura em virtude do reconhecimento de o problema ser, em si, puro nada. O problema é a mente carnal, a crença em dois poderes. Você não irá lidar com algum “ele ou “ela”, nem tampouco com algum problema pessoal: estará lidando com a mente carnal, que tenta convencê-lo de haver vida separada e apartada de Deus. Disse o Mestre: “Quem de vós me convence de pecado?” Assim, quem poderá convencê-lo de que há pessoa ou condição apartada de Deus?

Com os olhos finitos, você pode ver masculino e feminino, jovem e idoso . Porém, ao longo de meus anos nesta prática, aprendi a não olhar muito as pessoas, e sim através delas, de modo que, frequentemente, nem chego a perceber quem é que está diante de mim, e nem porquê. Isso faz com que a identidade da pessoa desapareça de meu pensamento, pois não é a pessoa ou seu problema particular que despertam interesse, exceto que o caso apresentado se torna mais uma oportunidade  para ser revelado que Deus é a única “identidade” presente, e que inexistem leis outras, senão as de Deus. Enquanto eu deixar de ver alguém que tenha me procurado como doente a ser curado, pecador a ser reformado, ou desempregado a arrumar emprego, estarei na base segura como curador espiritual. Por outro lado, se considerar, em minha consciência, um doente a ser curado, um pecador a ser reformado, um pobre a ser tornado ficar rico, ou um desempregado a conseguir emprego, estarei de volta ao nível do sonho mortal, sem capacidade de prestar qualquer auxílio à pessoa, e sem poder trazer qualquer benefício ao mundo. Meu auxílio somente se dá à medida que eu consiga impersonalizar a situação toda.

Há chamados que têm a ver com pessoas de oitenta ou noventa anos de idade. Alguns de vocês estão vivendo próximos àqueles que traduzem estes números como velhice. Não se deixe convencer dessa crença também. Esta sugestão é atingida da mesma forma com que a saúde e a força do corpo e da mente são preservadas: pela não aceitação de que alguém esteja necessitado de cura, regeneração ou suprimento. Seu papel será reconhecer o “Eu” como sendo a única identidade.


“A minha glória não será dada a outro”. 


Se você diz que Deus não dá a Sua glória à doença, pecado ou escassez, onde estas crenças conseguiriam qualquer glória, se Deus é infinito? Elas não têm nenhuma glória, nenhuma lei, nenhuma beleza, nenhuma continuidade, pois, se estas crenças não recebem de Deus essas qualidades, significa que elas não as estão recebendo de lugar algum!


Ao sentar-se para o exercício da prática de cura, tudo de que você necessita é da habilidade de permanecer quieto em comunhão com Seu Pai interior, percebendo que a Graça de Deus é infinita. Você não precisa de qualquer poder. Não estará curando algo ou alguém. É uma ilusão acreditar na existência de algo ou alguém que devesse ser curado.


Curar espiritualmente significa provar que pecado, doença e morte não são poder; assim, nenhum poder é necessário para vencê-los. Quando falamos de Deus como Poder único, não pense nisso como algum poder que você devesse utilizar. Pense nEle como o Poder que criou o Universo, e que o mantém e sustém. Permita que Ele assim o faça, enquanto comunga com esse poder.

É como se você estivesse quietamente sentado, conversando com sua mãe. Você não necessitaria de poder algum. Deus é o único Poder, e Deus criou este Universo através do “Eu”. Deus o mantém e o sustém; assim, você não precisa de nenhum poder: necessita somente da habilidade de comungar com seu Eu interior, e de se sentir em paz com Ele. E poderá constatar que Deus está mantendo e sustentando a Sua Criação sem qualquer tipo de ajuda, sua ou minha.



JOEL GOLDSMITH