14 de dezembro de 2017

Quanto tempo o tempo tem?

                                                 Viva fora do tempo.



  O tempo ou a associação à ele faz a roda das encarnações ser possível, você morrer, envelhecer, carregar fardos que não são teus. 
  Associar-se ao tempo ou decidir que ele existe é uma ilusão. Ilusão que faz com que tua mente ache que tem controle sobre algo. Ledo engano.
  Achar que o tempo existe faz com que você ache que precisa controlar tudo. Outro engano. 

  O controle é outra ilusão. 

  Você não controla nada. Nem a tua própria vida está sob suas mãos. 
  
  O que está sob suas mãos são suas escolhas sobre como você vai se sentir sobre sua vida e seus acontecimentos. 

  Há algum tempo atrás eu detestava a ideia de que eu não podia controlar minha vida, de que eu não estava no comando. 
  Detestava a ideia de que havia um destino e de que eu estava a mercê dele!
  Até a frase ''Tudo acontece quando tem que acontecer'' me deixava fula.

  Achava isso uma tremenda injustiça, afinal, estou nesse planeta vinda de não sei onde, não sei quem sou, e ainda tenho que passar por todo esse sofrimento porque ''alguém'' decidiu que seria assim?, pensava eu. Ah, não! Onde está o botão de 'reset'? Onde é que eu puxo o pino? 
Áries, sabe como é, né? 

  Mas para a minha sorte eu queria saber o porque da rebimboca da parafuseta ser néon e não abacaxi com laranja servido a frio. 
  
  Eu iria descobrir quem é que tava no comando dessa porra.

  Sempre lendo muito e querendo mais, eu e meu marido não parávamos de perguntar. 
  
  Eu queria respostas e queria já! 
  
  Mas como o Universo é genialmente paciente, ele te entrega tudo quando você está pronto, e não quando você ACHA que está. 
  Aos poucos a minha mente foi se acalmando, fui tentando meditar. É, eu tentava, porque conseguir que era bom, nada. A minha mente não dava folga, 8000rpm.
 Mas sabe aquele ditado ''água mole em pedra dura...'' , então, foi mais ou menos assim.
  
  A cada novo 'método' ou exercício sobre lei da atração, lá estava eu.

  Até que um belo dia...

  Um livro chamado Limite Zero, de Hew Len e Joe Vitale apareceu 'do nada' e fiquei obcecada  e não parei de ler enquanto não terminei, mais um 'método', porque não tentar? (Aqui o livro se você quiser ler http://amyoga.com.br/wp-content/uploads/VitaleJoe-LIMITE_ZERO.pdf )

  Os dias foram passando e senti minha mente mais tranquila, mais calma. Alguma coisa maravilhosamente estranha estava acontecendo. E como eu tenho um marido 'parça' pacas,  colocamos a prática em uso juntos. Ele também começou a notar diferença no modo de ver a vida.

 Mas para resumir, hoje, mais de um ano depois, nossa vida deu uma guinada tão grande que dá tontura só de lembrar. No bom sentido, claro! Começamos a ouvir e receber orientação e infusões de energia dos mestres ascensionados e anjos. Descobrimos literalmente o universo juntos, dentro disso vidas passadas que precisavam ser limpas, vidas futuras que também precisavam de uma atençãozinha, e em meio a esse processo de limpeza, fomos nos descobrindo como seres de luz que somos, como escritores da nossa própria vida. 
  Aí é que o butiazeiro inteiro caiu do bolso.
  
  Eu é que escrevi meu destino! Escrevi e escrevo a todo momento. Agora. Porque o tempo não existe. 
  Embolou? Vou tentar embolar mais um pouco (risos), vou tentar explicar.

  Tudo é Agora.
  Sou eu que escrevo minha vida sim, enquanto Pura Presença. E enquanto mente, minha única escolha é escolher como vou me sentir a respeito do que acontece na minha vida. 
  Enquanto estou atrelado à mente, estou preso ao tempo, e assim só posso escolher se vou me sentir bem ou mal a respeito do que acontece comigo, não posso mudar nada porque não sei que direção tomar. A mente é o masculino/yang/negativo, a mente é razão, intelecto, racionalidade. Só quando consigo juntar sombra e luz em mim, ou seja, masculino e feminino, posso saber para onde estou indo e de onde vim. 
  É o feminino em mim que clareia o caminho e o masculino em mim que caminha. Por isso o ditado chinês que diz que os pássaros não voam, eles são voados, nem os peixes nadam, eles são levados cabe perfeitamente aqui. Não é você(mente) que caminha, você é caminhado, ou seja, você enquanto mente, é levado pelo caminho. Você só escreve seu destino quando se desatrela do tempo e É pura presença, que é a junção de mente e presença.

  Mas como fazer isso?

  Simples. Vivendo o Agora. Simples, mas não tão fácil.

  Ser Pura Presença significa viver e deixar viver, é não tentar controlar tudo.

  Mas como vou escrever minha história sem controlar minha vida?

  Quando se vive o Agora, você vive fora do tempo. Fora do tempo você simplesmente É!
  Fora do tempo você simplesmente faz ao invés de tentar saber o que fazer. Você sente que deve fazer, vai lá e faz, sem tentar entender o porque. É o porque que faz com que tua mente não ouça a sua voz interior. Ela não entende o sentido daquilo e questiona. E por questionar, não faz.
  E sofre com as consequências de um destino que não entende.

  Quando você vive o Agora, que é a micro segmentação do tempo, você vive fora dele e aí pode escrevê-lo, ou seja, você escreve seu destino. Você anda  no caminho do meio, como Buda dizia que deveria ser. Você vive o puro equilíbrio. O puro alinhamento.

  Viver o Agora é aceitar que TUDO ACONTECE POR ALGUM MOTIVO.

  Quando você entende que tudo acontece por algum motivo, para de lutar contra aquilo, e mais e mais vive o Agora. O vazio. O absoluto. O tudo que é. E escreve a própria história.

  E assim você se torna dono do próprio destino, e vive livre de toda espécie de limitação/padrão/pensamento/desejo (da mente).

  E assim aquelas férias tão esperadas não vão mais voar como antigamente.
  A sua pele vai rejuvenescer.
  Você vai ter uma claridade mental excepcional, te ajudando a entender tudo o que você quer e precisa entender.
  Você fará tudo com muito mais rapidez e com muito mais qualidade ainda por cima.
  Como você não tem mais desejos baseados na mente, coisas melhores do que sua mente poderia imaginar começam a acontecer.

  Finalmente começa a entender o que é VIVER!



   Por Juliane Koziol.